Apresentação O
9º. Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – Recife,
PE 31 de outubro a 04 de novembro de 2009 - será uma oportunidade
singular para que as diversas disciplinas e os diferentes atores que se
dedicam à Saúde Coletiva possam intercambiar teorias e práticas
e apresentar à sociedade os resultados de seu trabalho e de suas
reflexões.
O evento reunirá docentes,
pesquisadores, gestores, profissionais de saúde, lideranças
da Saúde Pública/Coletiva e todos aqueles interessados no
debate, reflexão e enfrentamento dos desafios teóricos e
práticos do campo. Sua programação, está sendo
construída de modo a contemplar as diversas dimensões do
temário central – Compromisso da Ciência, Tecnologia
e Inovação com Direito à Saúde .
A partir do tema central, estão
previstas quatro dimensões com vistas a organizar, estimular o
debate, garantir visibilidade a abordagens inovadoras enfocando questões
que a comunidade considera prioritárias à agenda nacional.
As quatro dimensões do tema central: (i) Ciência, Tecnologia
e Inovação para o cumprimento dos princípios e diretrizes
do SUS; (ii) Saúde e Seguridade Social; (iii) Desenvolvimento Social
e Econômico Sustentável; e (iv) Garantia dos Direitos Humanos.
A primeira dimensão -
Ciência, Tecnologia e Inovação para o cumprimento
dos princípios e diretrizes do SUS – considera os
desafios epistemológicos na construção da área
da Saúde Coletiva seguindo o rigor teórico metodológico
e o compromisso no desenvolvimento do SUS.
Nesta vertente estão situados:
- a necessidade de reafirmar os compromissos
da Ciencia, Tecnologia e Inovação com os valores democráticos
expressos na Constituição Federal (1988);
- os debates em torno dos limites de modelos
biotecnológicos e a necessidade de priorizar abordagens centradas
na determinação social dos processos de saúde-doença-cuidado;
- a necessidade da construção
de uma pedagogia ética e transformadora para formação
de profissionais de saúde com enfoque sistêmico, integrado
e resolutivo, promotora de autonomia, liberdade e responsabilidade;
- o Pacto Social e a reforma sanitária
- os 21 anos que se seguiram ao estabelecimento da lei orgânica
da saúde e a luta contínua para garantir os marcos constitucionais
e infra-constitucionais da Reforma Sanitária no Brasil.
- o desenvolvimento cientifico tecnológico
com vistas a garantir respostas efetivas às necessidades dos
cidadãos;
- o Sistema de Saúde e os desafios epidemiológicos
de um mundo globalizado. Estilos de vida e imposições
da vida moderna como problemas de Saúde Coletiva/Pública;
- os riscos e contradições para
a Saúde Coletiva/Pública associados ao “progresso
tecnológico” e as estratégias para seu enfrentamento
(transgenia e segurança alimentar; nanotecnologia e novos materiais
nos processos produtivos e de consumo, entre outros );
- os desafios metodológicos para a governança
do SUS, articulando o suporte da comunidade da Saúde Coletiva
para conduzir o sistema de saúde com base em evidências
científicas;
- as redes sociais integradas ao SUS como estratégia
de promoção do empoderamento, da emancipação,
da cidadania, da democratização e da humanização
em saúde;
- os desafios contemporâneos dos sistemas
de saúde universais: aumentar a resolutividade, ampliar o custo-benefício
das ações de saúde com qualidade e respeito a dignidade
humana incluindo as práticas integrativas;
- o desenvolvimento de instrumentos tecnológicos
de suporte a governança do SUS que incorpore o conceito de política
baseada em evidência;
- o desenvolvimento de tecnologias integradoras
e inter setoriais
Saúde
e Seguridade Social, a segunda dimensão temática
deste fórum pretende privilegiar questões relacionadas:
- à relevância do Sistema de Proteção
Social para a concretização dos pactos inter-geracionais
re-distributivos pós-Constituição Federal (1988);
- à racionalidade fiscal progressiva
do sistema tributário financiador das políticas de proteção
social de responsabilidade do Estado Brasileiro;
- aos princípios do Sistema de Seguridade
universal como expressão de um pacto político que garanta
estabilidade, justiça social e gestão democrática;
- à tensão
entre políticas focais e políticas estruturantes do Estado
e aos desafios para a implementação
de políticas públicas visando a consolidação
do pacto social previsto na Constituição Federal (1988);
- à construção de redes
solidárias para a proteção social com suporte do
Estado para responder necessidades complexas dos cidadãos;
- ao projeto de Reforma Tributária reafirmando
as bases fiscais para justiça social re-distributiva no pacto
federativo Brasileiro;
- à integração dos sistemas
de proteção social e as inovações necessárias
ao aperfeiçoamento da Seguridade Social;
A terceira dimensão
associada ao tema central - Desenvolvimento Social e Econômico
Sustentável - busca focar questões e debates em
torno:
- da Crise Global do Capitalismo e seus impactos
para a saúde e para o ambiente – a Amazônia como
uma questão da Saúde Coletiva/Publica ;
- dos Sistemas de Saúde e da globalização:
garantindo o direito universal a saúde, combatendo a pobreza,
as desigualdades sócio-econômicas para um desenvolvimento
planetário sustentável e seguro;
- das convenções internacionais
de desenvolvimento, ambiente e trabalho e o papel da Saúde Coletiva/Publica:
as transformações do mundo contemporâneo e os desafios
para a Saúde ; a agenda da Saúde e sua vinculação
ao desenvolvimento;
- da construção de capacidade
tecnológica de resposta da Saúde Coletiva/Publica para
um mundo globalizado;
- da definição de prioridades
para um planeta saudável, seguro e sustentável; da vigilância
dos riscos tecnológicos e dos desastres ambientais;
- da construção de uma agenda
inovadora e solidária com vistas a garantir respostas a mudanças
nas tendências demográficas e a novas demandas de saúde
e qualidade de vida das populações;
- das práticas de saúde face ao
desenvolvimento tecnológico;
- da saúde para além das fronteiras
do complexo produtivo;
- do desenvolvimento de tecnologias limpas
para sustentabilidade e qualidade de vida;
- das inovações e riscos a saúde:
o controle público vis-a-vis o direito do consumidor.
A
quarta dimensão temática - Garantia dos Direitos
Humanos – se estrutura em torno do debate sobre:
- os conflitos de interesses e a subordinação
da ciência e das políticas públicas ao mercado e
à competitividade industrial;
- os desafios para a construção
de um mundo seguro;
- a vulnerabilidades étnica, racial
religiosa, de gênero, as deficiências físicas e mentais;
- os produtos inovadores a serviço das
necessidades dos cidadãos - qualidade e equidade de acesso.
A metodologia e o processo
de construção participativa adotados no 9º. Congresso
Brasileiro de Saúde Coletiva irá garantir o eixo plural,
interdisciplinar e trans-setorial que se pretende. A programação
privilegia os trabalhos inscritos para apresentação no Congresso
e será estruturada a partir dos parceiros nacionais. Seguindo a
tradição de edições anteriores dos congressos
promovidos pela Abrasco serão definidas as comissões Organizadora
e Cientifica, compostas por membros da entidade promotora. As comissões
e grupos de trabalho da Abrasco, serão responsáveis pelo
processo de avaliação dos trabalhos inscritos e estruturação
da programação científica.
Trata-se de um fórum
que reunirá docentes, pesquisadores, gestores, profissionais de
saúde de múltiplas disciplinas que compõem a Saúde
Coletiva, visando o debate, reflexão e o enfrentamento dos desafios
teóricos e práticos do campo.
A programação
das atividades do evento será construída a partir das avaliações
dos trabalhos inscritos para apresentação nas modalidades
“oral” ou “pôster.”
Para a realização
do evento a diretoria da Abrasco constituiu dois grupos centrais:
(1) Comissão
Organizadora - responsável pelo conjunto de ações
necessárias à efetivação do evento em seu
curso completo, incluindo aquelas relacionadas à fase preparatória,
à fase de realização e ao pós congresso. Na
fase preparatória foi definida a Comissão Local coordenada
pelo Instituto de Pesquisas Aggeu Magalhães – CpqAM Fiocruz
– PE, em estreita parceria com instituições locais
(Universidade Federal de Pernambuco/UFPE; Universidade Estadual de Pernambuco/UPE;
Instituto Materno Infantil de Pernambuco/ IMIP; Secretaria Municipal de
Saúde Recife e de Olinda /SMS Recife e SMS Olindae Secretaria de
Estado de Pernambuco/ SES-PE). A Comissão Local vem realizando
reuniões periódicas para contribuir no processo de organização
das atividades do Congresso.
(2) Comissão Científica - constituída
por membros da Diretoria e do Conselho, professores/pesquisadores de instituições
de ensino e pesquisa membros e parceiros dos GTs e Comissões da
Abrasco e da Comissão Local. Esta Comissão é responsável
pela estruturação – a partir dos membros e parceiros
das comissões e grupos temáticos que compõem a Abrasco
- de um Comitê de Avaliação de Trabalhos, pela definição
e uso de critérios e pela avaliação dos trabalhos
inscritos e pela elaboração do Programa Científico
incluindo a incorporação de cursos e oficinas na fase pré-congresso.
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